quinta-feira, 3 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Conheça os congregacionais
Introdução
O regime de governo eclesiástico conhecido como Congregacional, é um sistema onde cada congregação local é autônoma e independente. A igreja local possui autonomia para sua própria reflexão teológica, expansão missionária, relação com outras congregações e seleção de seu ministério. O Congregacionalismo está baseado nos seguintes princípios:
Cada congregação de fiéis, unida pela adoração, observação dos sacramentos e disciplina cristã, é uma Igreja completa, não subordinada em sua administração a qualquer outra autoridade eclesiástica senão a de sua própria assembléia, que é a autoridade decisória final do governo de cada igreja local.
Não existe nenhuma outra organização ou entidade maior ou mais extensa do que uma Igreja local a quem pode ser dada prerrogativas eclesiásticas ou ser chamada de Igreja.
As igrejas locais estão em comunhão umas com as outras, são interdependentes e estão intercomprometidas no cumprimento de todos os deveres resultantes dessa comunhão. Por isso, se organizam em Concílios, Sínodos ou Associações. Entretanto, essas organizações não são Igrejas, mas são formadas por elas e estão a serviço delas.
O Congregacionalismo é o regime de governo mais comum em denominações como Anabatistas, Igreja Batista, Discípulos de Cristo, Igreja de Cristo no Brasil e obviamente a própria denominação que deu nome ao termo: a Igreja Congregacional.
Congregacionalismo na Inglaterra
As origens do Congregacionalismo nascem no século XVI com o surgimento do movimento puritano e dos separatistas ingleses. As reformas introduzidas na Igreja Anglicana a partir do reinado de Henrique VIII despertaram sentimentos de insatisfação em grande parte dos súditos que por conta de sua revolta foram denominados puritanos. O desejo destes puritanos era uma profunda reforma na vida doutrinária e litúrgica da igreja. Por sua vez, os separatistas iam mais além, e formavam grupos separados da igreja da Inglaterra em forma de protesto. Entre os grupos separatistas surgem às primeiras manifestações históricas de comunidades organizadas sob o regime de governo congregacional, visto defenderem que no governo que Jesus Cristo estabeleceu, todos os verdadeiros pastores têm igual poder e autoridade. Assim, nenhuma igreja deve exercer qualquer autoridade ou governo sobre outras, e ninguém deveria exercer autoridade na Igreja se isso não lhe fosse conferido por meio de eleição. “Richard Fytz é considerado o primeiro pastor de uma igreja desse tipo, entre os anos de 1567 e 1568, na cidade de Londres”.
Por volta do ano 1580, foi organizada uma congregação de sistema congregacionalista em Scrooby( povoado próximo a Londres). Mas, por conta da grande perseguição religiosa, aqueles irmãos migraram para os países baixos e em Leydem mais uma vez se organizou uma destas congregações que tinha como pastor John Robinson. Em 1658 foi então organizada e escrita a primeira confissão de fé dos Congregacionais chamada de Confissão de Savoy. A mesma trata sobre os assuntos de fé e ordem quanto nas igrejas locais de regime congregacional. Com a perseguição mais assídua devido às normas estabelecidas pela rainha Maria Tudor (monarca da Inglaterra em lugar de seu pai Henrique VI) os puritanos independentes formaram várias Igrejas Congregacionais.
Houve também um grande esforço missionário entre os congregacionais. Havia atividades missionárias tanto local como trans-cultural. “no ano de 1640, já haviam missionários pregando aos indígenas. A primeira Bíblia publicada no Novo Mundo foi de uma tradução indígena. David Brained foi um dos primeiros missionários entre os indígenas.” Houve entre os congregacionais grandes despertamentos espirituais que marcaram a história entre estes destaco aquele ocorrido em 1734 na região da Nova Inglaterra em Northampton. O pastor desta igreja Congregacional era Jonathan Edwards e esse avivamento, é marcante visto ser conhecido como Primeiro Grande avivamento espiritual.
Congregacionalismo no Brasil
A história do Congregacionalismo brasileiro tem sua origem em um trabalho missionário realizado pelo médico-missionário escocês Robert Reid Kalley e sua esposa Sarah Poulton Kalley, que chegaram ao Brasil em 10 de maio de 1855. O trabalho missionário deste casal, esta datado como tendo início em 19 de agosto daquele ano, visto que neste dia o casal Kalhey organizou uma Escola Bíblica onde dona Sarah ensinou as crianças a história Bíblica de Jonas e o Dr. Kalhey pregou par os homens. Como fruto deste trabalho nasceu ali na cidade de Petrópolis a primeira igreja de regime Congregacional no Brasil. Igreja Evangélica Fluminense no Rio de Janeiro. Alguns anos mais tarde, na cidade do Recife, no ano de 1873 é organizada a Igreja Evangélica Pernambucana. Kalley não possuía vínculos com nenhuma denominação. Ao estabelecer igrejas Kalley procurou direcioná-las dentro de um conceito reformado, mas de governo independente, onde cada igreja deveria estar pronta para comungar com a outra em amor e não por submissão organizacional. A idéia era que cada igreja tomasse suas próprias decisões em assembléia. Quanto a questões doutrinárias, salienta Joyce Every-Clayton:
"ênfase na importância das doutrinas essenciais do Cristianismo sempre foi típica de Kalley". E o historiador presbiteriano Alderi Souza de Matos destaca: "A teologia de Kalley pode ser descrita como um tipo de evangelicalismo amplo".
A partir de então, a Breve Exposição estaria no centro da identidade das Igrejas Evangélicas Fluminense e Pernambucana, e mais tarde do próprio ente associativo que agruparia as igrejas kalleyanas. Em certa ocasião, Kalley escreveu: "A Igreja Evangélica Pernambucana considera-se filha da Igreja Evangélica Fluminense e convêm conservar esse sentimento e estritar as relações entre as duas igrejas por meio de correspondência regular... e por quaisquer outros meios. Será conveniente formar uma associação das igrejas que aceitam os 28 artigos da Breve Exposição"[. Para James Fanstone, pastor da Igreja Pernambucana, a Breve Exposição era base para o trabalho dos pastores das igrejas kalleyanas: "Nossas igrejas e congregações precisam de pastores, e não somente de evangelistas - pastores que trabalharão tendo como base a Breve Exposição - homens que tentarão desenvolver o trabalho seguindo a mesma linha das igrejas kalleyanas no Rio e em Pernambuco".
As igrejas Congregacionais em sua maioria adotam como declaração de fé a Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo. Seu corpo eclesiástico é formado por pastores, presbíteros e diáconos.
Próximo artigo: surgimento da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil.
Aguarde.
Introdução
O regime de governo eclesiástico conhecido como Congregacional, é um sistema onde cada congregação local é autônoma e independente. A igreja local possui autonomia para sua própria reflexão teológica, expansão missionária, relação com outras congregações e seleção de seu ministério. O Congregacionalismo está baseado nos seguintes princípios:
Cada congregação de fiéis, unida pela adoração, observação dos sacramentos e disciplina cristã, é uma Igreja completa, não subordinada em sua administração a qualquer outra autoridade eclesiástica senão a de sua própria assembléia, que é a autoridade decisória final do governo de cada igreja local.
Não existe nenhuma outra organização ou entidade maior ou mais extensa do que uma Igreja local a quem pode ser dada prerrogativas eclesiásticas ou ser chamada de Igreja.
As igrejas locais estão em comunhão umas com as outras, são interdependentes e estão intercomprometidas no cumprimento de todos os deveres resultantes dessa comunhão. Por isso, se organizam em Concílios, Sínodos ou Associações. Entretanto, essas organizações não são Igrejas, mas são formadas por elas e estão a serviço delas.
O Congregacionalismo é o regime de governo mais comum em denominações como Anabatistas, Igreja Batista, Discípulos de Cristo, Igreja de Cristo no Brasil e obviamente a própria denominação que deu nome ao termo: a Igreja Congregacional.
Congregacionalismo na Inglaterra
As origens do Congregacionalismo nascem no século XVI com o surgimento do movimento puritano e dos separatistas ingleses. As reformas introduzidas na Igreja Anglicana a partir do reinado de Henrique VIII despertaram sentimentos de insatisfação em grande parte dos súditos que por conta de sua revolta foram denominados puritanos. O desejo destes puritanos era uma profunda reforma na vida doutrinária e litúrgica da igreja. Por sua vez, os separatistas iam mais além, e formavam grupos separados da igreja da Inglaterra em forma de protesto. Entre os grupos separatistas surgem às primeiras manifestações históricas de comunidades organizadas sob o regime de governo congregacional, visto defenderem que no governo que Jesus Cristo estabeleceu, todos os verdadeiros pastores têm igual poder e autoridade. Assim, nenhuma igreja deve exercer qualquer autoridade ou governo sobre outras, e ninguém deveria exercer autoridade na Igreja se isso não lhe fosse conferido por meio de eleição. “Richard Fytz é considerado o primeiro pastor de uma igreja desse tipo, entre os anos de 1567 e 1568, na cidade de Londres”.
Por volta do ano 1580, foi organizada uma congregação de sistema congregacionalista em Scrooby( povoado próximo a Londres). Mas, por conta da grande perseguição religiosa, aqueles irmãos migraram para os países baixos e em Leydem mais uma vez se organizou uma destas congregações que tinha como pastor John Robinson. Em 1658 foi então organizada e escrita a primeira confissão de fé dos Congregacionais chamada de Confissão de Savoy. A mesma trata sobre os assuntos de fé e ordem quanto nas igrejas locais de regime congregacional. Com a perseguição mais assídua devido às normas estabelecidas pela rainha Maria Tudor (monarca da Inglaterra em lugar de seu pai Henrique VI) os puritanos independentes formaram várias Igrejas Congregacionais.
Houve também um grande esforço missionário entre os congregacionais. Havia atividades missionárias tanto local como trans-cultural. “no ano de 1640, já haviam missionários pregando aos indígenas. A primeira Bíblia publicada no Novo Mundo foi de uma tradução indígena. David Brained foi um dos primeiros missionários entre os indígenas.” Houve entre os congregacionais grandes despertamentos espirituais que marcaram a história entre estes destaco aquele ocorrido em 1734 na região da Nova Inglaterra em Northampton. O pastor desta igreja Congregacional era Jonathan Edwards e esse avivamento, é marcante visto ser conhecido como Primeiro Grande avivamento espiritual.
Congregacionalismo no Brasil
A história do Congregacionalismo brasileiro tem sua origem em um trabalho missionário realizado pelo médico-missionário escocês Robert Reid Kalley e sua esposa Sarah Poulton Kalley, que chegaram ao Brasil em 10 de maio de 1855. O trabalho missionário deste casal, esta datado como tendo início em 19 de agosto daquele ano, visto que neste dia o casal Kalhey organizou uma Escola Bíblica onde dona Sarah ensinou as crianças a história Bíblica de Jonas e o Dr. Kalhey pregou par os homens. Como fruto deste trabalho nasceu ali na cidade de Petrópolis a primeira igreja de regime Congregacional no Brasil. Igreja Evangélica Fluminense no Rio de Janeiro. Alguns anos mais tarde, na cidade do Recife, no ano de 1873 é organizada a Igreja Evangélica Pernambucana. Kalley não possuía vínculos com nenhuma denominação. Ao estabelecer igrejas Kalley procurou direcioná-las dentro de um conceito reformado, mas de governo independente, onde cada igreja deveria estar pronta para comungar com a outra em amor e não por submissão organizacional. A idéia era que cada igreja tomasse suas próprias decisões em assembléia. Quanto a questões doutrinárias, salienta Joyce Every-Clayton:
"ênfase na importância das doutrinas essenciais do Cristianismo sempre foi típica de Kalley". E o historiador presbiteriano Alderi Souza de Matos destaca: "A teologia de Kalley pode ser descrita como um tipo de evangelicalismo amplo".
A partir de então, a Breve Exposição estaria no centro da identidade das Igrejas Evangélicas Fluminense e Pernambucana, e mais tarde do próprio ente associativo que agruparia as igrejas kalleyanas. Em certa ocasião, Kalley escreveu: "A Igreja Evangélica Pernambucana considera-se filha da Igreja Evangélica Fluminense e convêm conservar esse sentimento e estritar as relações entre as duas igrejas por meio de correspondência regular... e por quaisquer outros meios. Será conveniente formar uma associação das igrejas que aceitam os 28 artigos da Breve Exposição"[. Para James Fanstone, pastor da Igreja Pernambucana, a Breve Exposição era base para o trabalho dos pastores das igrejas kalleyanas: "Nossas igrejas e congregações precisam de pastores, e não somente de evangelistas - pastores que trabalharão tendo como base a Breve Exposição - homens que tentarão desenvolver o trabalho seguindo a mesma linha das igrejas kalleyanas no Rio e em Pernambuco".
As igrejas Congregacionais em sua maioria adotam como declaração de fé a Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo. Seu corpo eclesiástico é formado por pastores, presbíteros e diáconos.
Próximo artigo: surgimento da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil.
Aguarde.
DESENVOLVENDO SENTIMENTOS CRISTOCENTRICOS
Osasco 03/10/10
1 Tm. 1:3-7
Deixando claro a Timóteo sua vocação, e motivando-o a cumprir seu papel de ensinar a boa doutrina, Paulo mostra a seu filho na fé que sua pregação deve atingir um alvo e este alvo precisa estar bem claro aos que o ouvem. Pois só desta forma seus ouvintes desenvolverão sentimentos Cristocentricos. Bem, a ultima coisa que desejo destacar neste trecho como princípio que nos leva a desenvolver sentimentos Cristocentricos encontra-se no v5 quando Paulo afirma:
1Tm 1:15 “Ora o intuito da presente admoestação visa... Fé sem hipocrisia”
Percebo que a idéia pujante neste trecho é demonstrar que de um coração que foi limpo, purificado por Cristo surgem asseverações acertadas a respeito da fé. No entanto, aqueles que nunca provaram da graça de Cristo ou não compreende de forma correta o que significa ser salvo apresentam:
1º) Fé hipócrita
2º) anunciam heresias
Desta feita entendo que:
I- PRECISO SER VERÍDICO QUANTO A MINHA FÉ.
Fé hipócrita nunca.
Paulo afirma que o propósito de transmitir a mensagem divina não é outro senão despertar “amor que procede de coração puro, uma boa consciência e uma fé sem hipocrisia”v5. Quando penso em uma fé hipócrita logo percebo que o apóstolo esta falando do fruto de um coração que não foi alcançado pela fé salvadora. Este coração que não sofreu, ou seja, não passou pelo crivo da purificação não produz convicções nem ações autênticas a respeito da salvação. Anthony Hoekema afirma “que a fé inclui mais que crer que uma mensagem é verdadeira; envolve também confiança em Cristo, descanso nele, e dependência dele”[1] é a respeito disto que Paulo esta falando. Pessoas que nunca foram alcançadas pela graça podem até falar a respeito desta graça, mas nunca poderão viver sob sua influência a menos que sejam também alcançados. Desta feita o discurso dos tais é vão. E nisto tudo o que mi preocupa é que dentro das igrejas existe uma gama de pessoas que se encontram nesta situação. Vivendo uma fé hipócrita. E minha responsabilidade diante deste fato é como cristão e salvo na pessoa de Cristo lhes mostrar a verdade a respeito da fé, e lhes fazer raciocinar sobre o tipo de fé que temos desenvolvido. Por isto chamo sua atenção a fim de fazermos uma alto análise de nossa fé.
1º- Fé histórica. “Este tipo de fé é desprovida de qualquer propósito moral ou espiritual”[2] geralmente este tipo de fé é produto de uma opinião pessoal, da educação, do contexto familiar e pode até levar o individuo a crer na Sagrada Escritura, no entanto esta fé não esta arraigada no coração de quem a tem e por esta razão não produz raízes profundas. Não esta alicerçada em Cristo e vindo tempestades logo resolve desistir (Mt.7:26) Paulo chama isto de fé hipócrita. É uma fé que procede apenas da representação, não é realidade. Não é divina é puramente humana.
2º- Fé miraculosa. Este tipo de fé esta bem presente no meio da igreja de nosso século. Quem a possui acredita que um milagre pode vir a tona qualquer momento por intermédio de quem crê ou em favor deste. Mas o que mi preocupa neste tipo de fé é que nem sempre ela esta acompanhada por salvação. Alguns podem até expelir demônios e falar em novas línguas, no entanto ao chegarem diante de Deus o Senhor lhes dirá: “apartai-vos de mim, pois eu nunca vos conheci” (Mt.7:21-23).
3º- Fé temporal. Geralmente este tipo de fé é acompanhado de sentimentos que afloram facilmente. Mas estes sentimentos mesmo que acompanhados de manifestações calorosas não causam mudança de vida. Berkhof chama este tipo de fé de imaginária[3]. Quem a possui tem respeito pela mensagem da Cruz e esboça interesse pela verdade. Mas sua vida sempre é regida pelo momento e não por aquilo que ele sabe ser a verdade.
O apostolo Paulo adverte a não desenvolvermos estes sentimentos, pois isto corrompe o verdadeiro sentido da fé.
4º Fé salvadora. “Tem suas raízes na vida regenerada”[4]ela procede da obra realizada pelo Espírito Santo no coração do homem é uma fé autentica porque procede de Deus, é dom de Deus, nos leva a confiar em Deus, depender de Deus, e descansar em Deus. Esta é a fé que esta descrita aqui no texto.
V5 “fé sem hipocrisia”
Paulo esta afirmando que qualquer coisa que façamos por maior, ou melhor, que seja, mesmo que recheada de boas intenções é incapaz de agradar a Deus se não produzir uma mudança completa na minha vida, e esta mudança precisa passar pelo crivo da mensagem genuína do evangelho. Por esta razão ele não poupa Timóteo da responsabilidade de “Ensinar a boa doutrina”v3. Ela é quem produzirá a verdadeira fé.
V6 “desviando-se algumas pessoas destas coisas perderam-se em seus discursos vãos”
A fé salvadora não depende do homem e por esta razão é preciso abrir mão de nós mesmos. “a fé deve ser expressa em amor e vida piedosa”[5] é preciso deixar de olhar pra mim mesmo e olhar pra Cristo, é preciso deixar de confiar em mim mesmo e confiar inteiramente nele. Doutra sorte, o que anuncio é mentira.
II- PRECISO SER VERÍDICO QUANTO AO QUE ANUNCIO.
V7 “[os que anunciam discursos vãos] pretendem passar pormestres da lei, não compreendendo, todavia, nem o que dizem, nem os assuntos sobre os quais fazem ousadas asseverações”
Duas coisas estavam acontecendo aqui. Primeiro estava havendo uma banalização da graça (libertinagem por acharem que como eleitos não deviam se adequar aos princípios da graça. Estes princípios foram expostos acima), segundo estavam colocando a lei como suporte para a salvação. Esta era a mensagem anunciada pelos que se opunham a Timóteo. No entanto, a mensagem que deveria ser pregada deveria ser a seguinte: a lei da graça
Cristo, eterno referencial
Osasco, 10/10/10
1 Tm. 1:8-19
Indiscutivelmente todos nós temos nossos referenciais. Minha esperiencia infantil quanto a este ponto foi frustante até que de fato eu pudesse compreender certas questões da vida. Recordo muito bem de dois momentos que foram impaquitantes. O primeiro destes ocorreu quando eu tinha aproximadamente 09 a 10 anos de idade. Meu pai que era um alcoolatra havia parado de beber a mais ou menos uns três anos e estavamos vivendo um ótimo momento em nossa vida familiar. No entanto, todos os anos eu era acometido por uma doença chamada asma, neste ano (1981 ou 1982) eu estava muito ruim e minha mãe stava desesperada por mi ver naquela situação. Quase falecendo. Meu pai que naquele dia havia chegado do trabalho muito cançado estava dormindo e quando acordado por minha mãe a fim de lhe informar a minha situaçãochegando ao meu quarto logo resolveu tomar a iniciativa de mi levar ao médico como não tinha carro e já era muito tarde, meu velho prontamente tomou-me em seus braços e carregou-me até o hospital que não era muito perto. Aquela atitude foi decissiva pra que ele se tornasse de vez meu heroi. Eu estava decidido a têlo como meu referencial. Passados alguns anos quando eu já estava mais ou menos com quinze anos de idade preparava-me para ir ao colegio quando de repente percebi que quietinha em um canto minha mãe chorava copiosamente, fui ao seu encontro e perguntei o que setavase passando. Relutante ela mi falou que meu pai estava em companhia de alguns amigos se embriangando. Aquilo era terrivel pra nós como família. Meu castelo desmoronou e percebi com o passar do tempo que meu pai não era o melhor referencial pra minha vida. Um ano depois fui apresentado a Cristo que em sua pré-ciência já mi conhecia. Ao conhecê-lo cada vez mais percebi que este era o referencial que eu precisava. Conhecer a Cristo foi a melhor coisa que poderia ter mi ocorrido pois isto mi ajudou a quebrar conceitos errados que eu tinha, e levou-me a buscar diretrizes corretas em meu proceder. Tal como Paulo salienta neste texto mostradonos que a lei aponta exclusivamente para a porta da graça. Desta feita, temos que admitir que Cristo é nosso supremo referencial. Assim:
I- Devemos nos utilizar da lei de forma correta.
V9 “...não se promulga lei pra quem é justo...”
Certa vez pregando sobre a carta de Paulo aos Galatas calvino afirmou que “não estamos debaixo da lei mas não estamos sem lei” isto quer dizer que não somos justos e precisamos de uma lei que nos justifique diante de Deus. Esta lei não é outra senão a lei da graça.
Convicto de que somos injustos em nós mesmos, Paulo afirma que qualquer discurso que possamos proferir a fim de nos justificar diante de Deus é vão. Precisamos de Cristo essa é a suma de tudo o que temos visto até então. Muitos dos que se encontravam em Éfeso estavam proferindo discursos vazios a respeito do que deveria servir de referencial ao homem quanto a sua vida com Deus. Acreditavam que buscando cumprir a lei e respeitar seus preceitos seriam justificados diante de Deus. De sorte que Timóteo já estava cansado de enfrentar aquela situação e de ter que lidar com homens que achavam-se muito justos diante de Deus. Mas, Paulo afirma a seu filho na fé:
V5 este tipo de fé é hipocrita.
É preciso crer em Cristo, é preciso têlo como referencial, é preciso seguilo, é preciso obedecelo, é preciso depender exclusivamente dele. Para provar isto Paulo se coloca como exemplo do que esta afirmando.
Vv12-14
Os erros de meu pai serviram pra que eu estivesse sempre em busca de um referencial que não me decepicionasse, eu deveria continuar adimirando meu velho como meu heroi mas deveria tambem comprender que que ele não poderia me oferecer o que eu preciso em minha vida com Deus. Só Cristo pode ser esta ponte entre o homem e Deus.
Mt11:28 “Vinde a mim, todos os cansados e oprimidos e eu vos aliviarei.”
Jo.14:6 “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”
Observe que o que eseta sendo ensinado aqui é o que Cristo havia ensinado. Precisamos respaldar nossa vida em Cristo somente e na sua orientação acada um de nós.
II- Tenha Cristo como seu referencial.
Não há decepção para o homem quando ele firma Cristo como seu referencial. Os constragimentos não são motivos suficientes para pararmos em nossa caminhada.
V18,19 “...Timóteo combata o bom combate da fé firmado nas profecias a teu respeito a fim de permaneceres com tua fé inabalável”
Aprenda a conviver com as decepções e enchergar o que Deus tem como primazia pra nossa vida.
V 16 “servir de modelo para todos quantos ao de crer em Cristo para a vida eterna”
A convicção de Paulo era tamanha. Por esta razão ele diz
V17
PROTEGIDOS DO QUE?
PROTEGIDOS DO QUE?
Pense comigo a respeito de proteção, e responda sinceramente: nossa prática condiz com o conceito que desejamos expor a respeito de proteção? Deixe-me pontuar algumas questões a fim de que nossa reflexão torne-se mais clara. Desejamos como íntegros cidadãos, proteger nossa família da violência que a propósito tem assolado de forma brutal todas as camadas de nossa sociedade. Desde os idosos aos infantes, chega a ser vergonhoso contemplar o tratamento que é dispensado aos idosos. O que dizer então da pedofilia e dos abusos contra os menores. A terceira idade não é respeitada as crianças são exploradas. E o que mais nos deixa pasmos, é que a ação por parte dos órgãos competentes é ineficaz na maioria dos casos. Será que a atitude de mudança não deve começar por nós? O apóstolo Paulo ao escrever sua primeira carta a Timóteo orientou-o da seguinte maneira:
Trata aos homens mais velhos como a seu próprio pai, aos moços como a irmãos; as mulheres idosas como a sua mãe e as jovens como irmãs. (I Tm.5:1,2)
Este conselho me chama a atenção aja visto estarmos enfrentando um tipo de violência que tem adentrado em diversos lares e destruído diversas famílias. A violência contra os bons princípios e os conceitos familiares que devem reger-nos enquanto vivermos. Daí a pergunta: que pudor devo estabelecer pra minha família e oferecer pra meus filhos? Recentemente, uma rede de TV exibiu uma reportagem a respeito da proteção sexual para adolescentes e jovens, afirmando que em algumas escolas públicas e em alguns bares da cidade de Campinas - SP. Foram estaladas máquinas para a distribuição gratuita de preservativos. A idéia da reportagem era mostrar que devemos tornar acessível a estes grupos o uso do preservativo a fim de protegê-los de DST[1], bem como de gravidez indesejada. Sabe de uma coisa: acredito que o caminho pra que haja proteção para nossos filhos não é esse. Precisamos adequar nossos conceitos familiares ao princípio familiar estabelecido por Deus.
Sl. 128: 1-4 BEM-AVENTURADO aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos. 2 Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem. 3 A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa. 4 Eis que assim será abençoado o homem que teme ao SENHOR.
Observe que a primeira orientação é “temer a Deus e andar em seus caminhos” quer saber? Nossa proteção não depende de arma de fogo, de governantes ou órgãos governamentais estabelecidos pelos homens, mas unicamente de temer a Deus e afastar-se do mal. A violência moral que tem destruído nossa sociedade é fruto da ausência de Deus. Não é o preservativo que irá defender nossos jovens dos males físicos escondidos por trás de um belo corpo. Talvez esta abertura inovadora de instalar máquinas de preservativos para distribuição grátis do produto em bares e escola, cause mais males do que bem. Se desejarmos proteger nossa geração, precisamos nos voltar aos princípios estabelecidos por Deus que são: “temer a Ele e andar em seus caminhos”. O senhor deseja que cada homem esteja ligado a sua própria mulher em fidelidade. Por esta razão “deixe o homem seu pai e sua mãe e se uma a sua mulher a fim de que se tornem uma só carne”(Mt.19:5). A fidelidade que dispensamos a nosso cônjuge nos dará o conforto de estarmos protegidos de certos males. Além disso, nossos filhos aprenderão que ser fiel a Deus implica em uma vida de felicidade mesmo que em determinados momentos tenhamos que enfrentar desafios. Entenda uma coisa:
“...Aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos. comerá do trabalho das suas mãos;...”
Observe que este homem é honrado porque mantém sua família com o fruto de seu trabalho. Ou seja: Deus não permite que lhe falte o mantimento. Ainda que para isto ele submeta-se ao trabalho. O que não é desonra. Por esta razão, tal homem:
“...feliz serás, e estará bem. A sua mulher será como a videira frutífera aos lados da sua
casa; e os seus filhos como plantas de oliveira à roda da sua mesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao SENHOR.”Posso afirmar uma coisa com propriedade. Se Deus se tornar o centro de nossas famílias ditando os princípios que devemos seguir, e de nossa parte nos esforçarmos ao máximo para obedecê-lo, Ele nos livrará da vergonha de sermos lembrados por nossos filhos como degenerados e alguém que não deixou nada de bom a ser seguido. Desta feita, seremos protegidos por Ele da imoralidade e da falta de princípios que assolam a humanidade. E sem dúvida, protegeremos nossas crianças, adolescentes e jovens, destes males que sorrateiramente tem minado a base de nossa boa conduta diante de Deus.
[1] Sigla utilizada para: Doenças Sexualmente Transmissíveis
Agenda da Igreja
Domingos.
Escola Bíblica Dominical 09h e 30 Min.
Culto vespertino 18h e 30 Min.
Terças.
Culto de Oração 19h e 30 min.
Quartas.
Culto Evangelístico no ponto de pregação
Rua Sacerdote Abraão, 19 – Jd Conceição
Quintas.
Cultos doutrinários 19h e 30 Min.
Sábados.
Primeiro sábado (culto da família)
Último Sábado (culto de departamento)
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